Quando chego a casa, quero logo falar contigo. Tenho que ligar o computador logo. A net, ás vezes é muito lenta, e, por causa disso, ás vezes só me apetece partir o candeeiro que tenho ao meu lado. É enervante. É frustrante não poder falar contigo. Passo-me, e, ás vezes, sinto que vou enlouquecer. E quando eu consigo finalmente entrar no Messenger, e vejo que não estás online, juro que me passo. Acho que o nosso amor é mesmo forte. Isto tudo porque te amo. Isto tudo porque te quero muito. As coisas que eu faço por ti, como quase partir o computador, só o faço por ti.
Fazíamos quase tudo juntos, sorriamos juntos, abraçávamo-nos juntos. Mas agora, quando te abraço, parece que não sinto aquilo que sentia por ti antes. O meu coração não bate da mesma maneira quando te via. É esquisito, eu sei. Mas não sei se consigo manter mais esta farsa. É muito falsa, talvez falsa demais. Sinto-me rejeitada, não por ti, mas por mim. Devíamos ter estado mais presente na minha vida, mas agora é um pouco tarde para isso. E isso assusta-me. Quer dizer, que, talvez, já não podemos fazer as coisas que costumávamos fazer juntos. Acho que o meu coração não é o mesmo. Sinto que perdi a minha confiança em ti. Dei-te o meu coração, mas tu nunca mais mo devolveste. Só sei que tenho medo de te perder. E talvez de nunca mais te ver.
Tu já alguma vez amaste? Já sentiste o teu coração disparar e os pêlos do teu corpo arrepiarem-se perto de alguém? Já choraste de saudade abraçada com o travesseiro molhado pelas lágrimas de uma noite sem dormir? Tu já sentiste aquela vontade de jogar tudo para o alto e envolveres-te de corpo e alma num relacionamento? Se tu não fizeste ou sentiste nada disto, está na hora de arriscar. (Stephani Ignatti)
Tu rasgas as fotos, quebras os porta-retratos, queimas as cartas, apagas as mensagens, dás fim aos presentes, excluis o número e decides petrificar o coração, certo? Não adianta, tu só mudas as lembranças de lugar, elas saem das estantes, das paredes, da cama, do telemóvel, da mesa e vão para dentro de ti. Não há eficácia em tentar esquecer o que vai ficar para sempre dentro do coração. (Kimberlly Cavalcante)
E este será mais um dos muitos adeus que tive. Mas este vai ser diferente, porque uma parte de mim se vai, eu vejo isso, eu sei disso. Mas eu vou superar, ou não? Na verdade não sei. Eu já superei outros adeus, mas como eu disse, esse adeus é diferente, ele vem de ti. Tu és diferente para mim, tu és diferente, pois tu tens-me, tu és a coisa mais importante para mim. Eu confiei em ti, pus a minha vida em ti, os meus segredos, tu foste quem enxugou as minhas lágrimas, hoje, alguém precisa de enxugar as lágrimas que são por sua causa. Mas eu sou forte, ou vou tentar, eu vou obrigar o meu coração costumar-se a isso, mesmo que seja difícil, mas vou. Mas pensa, como algo vai sobreviver pela metade? Eu também não sei como, mas vou ter que aprender, pois vou viver assim, pela metade, porque tu estás indo embora e tu és minha metade.
A dor causada pela ignorância dói muito, dói mais do que tu pensas. A ignorância é muito forte, sabes? Tu massacraste-me, tu quiseste ficar sem mim, e agora o meu coração está a doer. O meu coração está a sofrer, está parado, está tão quebrado. Estou a sangrar de uma maneira que nunca sangrei antes. É um sentimento esquisito, quase sem significado para algumas pessoas, mas que para mim importa, talvez para ti não. Não me surpreendia nada se tal coisa fosse verdade, e aposto que é. Como é que me pudeste fazer isto? Eu fiquei odiar-te desde que pensaste sequer em fazer-me isto. É preciso coragem e uma ignorância muito grande para te eluíres a ti próprio. Infelizmente, a vida é mesmo assim, e não podemos mudar o que é chamado "destino". Ainda te vais arrepender de me teres feito isto. Pensas que eu não posso fazer nada, mas posso. Posso bem, aliás, até bem demais. O meu desprezo é tão grande, que me enjoa. O meu coração está a sangrar, e tudo graças á ignorância.